terça-feira, 2 de maio de 2017

O diálogo evangelizador

Jorge Rios/Divulgação
Por JORGE RIOS - Meus irmãos e irmãs, Jesus nos afirma que quem nele crê não será condenado, mas quem não crê já está condenado. De acordo com essa recomendação de Nosso Senhor, todos nós devemos priorizar a evangelização, pois só assim seremos salvos. Há muitos anos atrás meu pai teve um problema fundiário muito sério, incentivado pelos Padres Lourenço e Gabriel, pois os mesmos não procuraram meu pai para que, por intermédio do Evangelho, pudesse ter uma visão acima da Constituição que lhe assegurava o direito de posse. Preferiram o caminho contrário de Nosso Senhor, procuraram o enfrentamento, incentivando os moradores a lutarem por um direito que na época a Constituição não os assegurava. O meu pai procurou a justiça e teve ganho de causa, mas nunca pediu o cumprimento da sentença. Depois veio a falecer. Eu, assumindo, dei continuidade e pedi o cumprimento da sentença.

Depois tive a oportunidade de ser evangelizado e, por intermédio do Evangelho, mudei completamente o meu entendimento, colocando o Evangelho acima da Constituição e passei a fazer serviço social na região, ao ponto de não cobrar mais renda, liberar a venda do babaçu e, de livre e espontânea vontade, lhes entregar em cartório a posse definitiva da terra, colocando o nome de Comunidade São Francisco Dom Reinaldo Pünder. Se não fosse o Evangelho, essa mudança seria impossível de ter  acontecido.

O nosso querido Papa Francisco, apesar de todos os últimos acontecimentos em relação aos Cristãos no Egito, corajosamente viajou para lá em busca de um diálogo evangelizador, pois sabe que esse é  o único caminho que pode levar a uma mudança de comportamento. São Paulo nos ensina que podemos até remover montanhas, mas a única forma de sermos completamente transformado é por intermédio do amor! E só podemos alcançar essa dimensão com uma boa evangelização. Um grande abraço!
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Jorge Rios
Conselheiro/Diocese de Coroatá