quarta-feira, 19 de abril de 2017

EDITORIAL - A "bola da Vez" não seria os Amovelar? Coroatá precisa de uma política nova?

O grupo que estaria plantando uma política nova para Coroatá [Imagem/Divulgação]
Por CARLOS FILHO - Se são lideranças de peso ou não; se, após a Semana Santa, o caldeirão da política começou a esquentar ou não; se a conjuntura municipal é algo complexo ou não [que exija reflexão, prematura ou não], acredita-se em parte nada importa. Nem se, diante da crítica, tudo signifique apenas reflexos de supostas animosidades dentro do derrotado grupo dos Murad. Em parte, nada importa mesmo, se, na realidade, o ato concreto já esboce a existência de um movimento político, a essência motriz da sociedade. Por enquanto, foi o que se apresentou na noite desta segunda-feira, 17, quando um grupo de cidadãos coroataense, do campo da política local, se reuniu para discutir Coroatá com a perspectiva para 2018.

Para os analíticos dos bastidores políticos, ficou ligado o sinal de alerta: - Tem gente sim querendo começar cedo, pensando nas eleições de 2018. Tem gente sim querendo dar voos com as próprias asas... E chega a não ser à toa que muito se ouve a expressão "Terceira Via".

Mas, a que custo? Em que formato político? Há um plano ou, no mínimo, remoto interesse para que a militância e o cuidar da coisa pública seja consistente e perdure?

Com certeza a sociedade apoiará propósitos honestos, de conteúdo milimetricamente arquitetado, projetos duradouros. Se for para acabar com a tal nefasta polarização entre os grupos Murad e Amovelar; se, de fato, seja fechada a ideia de se dá um não aos candidatos "Pipiras" que só aparecem nas eleições.

O grupo manifestou-se sobre a tal polarização e insinuou que é preciso que haja candidato novo [que não seja um "Pipira"] para fazer diferente; que se identifique com a Região, seja presente, acessível e, após eleito, se coloque à disposição.

Mas, seria somente isso? O candidato novo seria da gema ou de fora do território coroataense? Só a presença e afinidades seriam suficientes? O projeto atenderia às demandas de que maneira? Essa coisa seria mágica? E as diversidades e embates do contexto político, fruto das variadas plataformas partidárias? Onde ficariam os partidos? A credibilidade política [e não moral] do grupo também não estaria em questão justamente pela cobrança natural em torno do necessário potencial eleitoral? Ninguém estaria se esquecendo da necessária força financeira? E o principal: - Todos teriam o firme propósito de manter a fidelidade ao grupo contra a tal polarização e o zelo por práticas conceituais de uma política em defesa incondicional do povo, mesmo diante de inicial baixa preferência do eleitor e do poderio dos ardilosos adversários já conhecidos?

O melhor candidato teria que observar piamente a estes critérios!!! Sob pena de nadar, nadar, e morrer na praia...

O GRUPO

Fica a torcida pela semente. Desejamos boa sorte ao grupo que aflora com a participação, entre tantos, do ex-vereador Jocimar Pereira (PMDB), o empresário Amaral Neto, os ex-secretários da prefeitura Márcio da Benedita, Sr. Farias e Carlos Rios, a presidente do Sindicato dos Pescadores Márcia Nascimento e o suplente de vereador Saddam Nunes (PTN).

Tem promessas de participação também dos ex-vereadores Riba Maia (PSC) e Walter Santos (PSD), do advogado Floriano Reis e Paixão Lima (também do Sindicato dos Pecadores). São simpáticos à ideia o empresário José Raimundo Jansen, Yuri Wilson (presidente municipal do PROS), Wanderson Som e os candidatos a vereadores da última eleição Cleones Costa e Antônio Filho (mais conhecido como Nenenzão).