sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

BATALHA VENCIDA - Estudantes e professores têm benefícios ampliados por força da independência da Câmara de Vereadores

Foto/Blog do Carlos Filho
Foi uma batalha grande. E tudo se deve à forte insistência da Bancada de Oposição e, de certo modo, reconhecimento dos governistas

Finalmente, em Sessão harmoniosa, os vereadores da Câmara Municipal de Coroatá aprovaram, nesta quinta-feira, 16, projetos polêmicos de acirradas discussões em encontros anteriores. Ontem, dos documentos encaminhados pelo prefeito Luís Amovelar Filho (PT), praticamente todos foram aprovados por unanimidade. Estudantes universitários ficaram com auxílio de transporte igual a 40% em relação ao valor base de R$ 450,00 e os candidatos aprovados a 300 vagas para contratação temporária de professor tiveram salários equiparados ao Piso Nacional.

Para os universitários, o ingresso ao programa de auxílio a transporte às faculdades poderá ser feito com a maior brevidade. Por emenda do vereador César Trovão (PV), o início das inscrições começa em 15 dias após sanção do prefeito - antes o prazo era de 60 dias.

A nota mínima exigida para a habilitação de todos, também por emenda de César Trovão, passou ao crivo da nota 7,0. O projeto sugerido pelo Executivo previa 7,5. Foi aprovado, por emenda do vereador Camilo Garret (PSDC), a inclusão dos universitários que estudam nas cidades de Pedreiras, Codó e Bacabal. O prefeito só queria atender o deslocamento a Caxias.

Os pontos que ainda permaneceram na discórdia foram apenas o auxílio financeiro ao transporte que subiu de 25% para 40% [emenda de Camilo Garret] e a inclusão de estudantes que precisam se deslocar para Pedreiras, Codó e Bacabal. Nestas questões todos os governistas se abstiveram. No placar, portanto, deu 07 votos a favor e 07 abstenções.

PROFESSORES - Em relação à contratação de 300 professores, a negociação com o Governo avançou na questão dos salários. Para carga horária de 25 horas, por emenda de César Trovão, o vencimento de R$ 1.334,77 passou para R$ 1.436,75. Para 40 horas, [de R$ 2.135,64] o salário ficou em R$ 2.298,80.

Os demais pontos para o seletivo dos educadores ficaram como o Governo Municipal estipulou. Entre eles, o critério de seleção ficará mesmo por avaliação de títulos e entrevista. A prova objetiva foi descartada, pois traria a competição externa, prejudicando o público local.

Agora estes projetos polêmicos seguem para a sanção do prefeito. Provavelmente, o dos estudantes será vetado, pois o Município, a através do posicionamento dos parlamentares aliados, alega limites no Orçamento que prevê a verba de R$ 135 mil para o referido programa.
Foto/Blog do Carlos Filho
Foto/Blog do Carlos Filho
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