quinta-feira, 2 de junho de 2016

Deputado defende hospitais de 20 leitos e cobra de Flávio Dino repasse

Foto/Divulgação
Por RICARDO MURAD - Caos e estado de calamidade na Saúde, mais uma lição para Flávio Dino. O deputado Josimar do Maranhãozinho defende hospitais de 20 leitos e cobra de Flávio Dino repasse do custeio atrasado desde o mês de julho do ano passado, mesmo tendo o governo pactuado o repasse com os municípios.

O deputado reconhece a importância desses hospitais para a população e lamentou a decisão do governo de não continuar os hospitais regionais que deixamos em construção nos municípios de Santa Luzia do Paruá e governador Nunes Freire. Por fim o deputado também lamentou a quebra do compromisso com a região de abrir no ano passado o Hospital Macrorregional de Santa Inês que também deixamos CPM 95% das obras concluídas e até o tomógrafo dentro do hospital.

LEIAM O QUE DISSE O DEPUTADO:

Estive em reunião com todos os prefeitos da minha região, na qual haviam doze prefeitos que estão com os hospitais de 20 leitos em funcionamento, esses hospitais estão atendendo a população, eles estão rigorosamente encaminhando as suas produções, mas, infelizmente, o Governo do Estado deixou de pagar esses hospitais, no mês de julho do ano passado. Tenho um documento publicado, uma portaria que estabelece os deveres do município, que estabelece os deveres do Estado, porém os municípios comprovaram nessa reunião que estão atendendo e estão atingindo a produção exigida do Estado, mas a Secretaria de Saúde não está cumprindo a sua parte.

Não podemos deixar esses municípios em dificuldade, porque, se houve um documento, se houve um compromisso entre município e Governo, claro que se esses hospitais estão sendo conduzidos pelos gestores municipais de acordo como manda a portaria, claro que estes municípios estão adquirindo, estão absolvendo débito. Os municípios hoje estão devendo médicos, estão devendo profissionais, estão devendo os fornecedores, porque o dinheiro do Estado não está chegando.
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Estes hospitais são importantes demais, estão funcionando já como centro cirúrgico, já estão fazendo cirurgia, coisas que não são atribuições deles, mas para atender com a melhor qualidade a população. São todos hospitais de pequeno porte e os municípios estão pactuados na baixa complexidade. Eu tenho certeza de que, se esses hospitais chegarem a fechar por falta de pagamento como está acontecendo no Estado, a população vai sentir muito, tendo em vista que naquela região o Hospital de Santa Inês, que foi promessa do ex-secretário de Saúde que esteve um ano atrás em reunião lá na regional de Zé Doca, prometendo que o hospital seria aberto e referenciado. Mais uma vez nossa região foi penalizada porque o secretário disse em bom tom para todos que estavam lá que o Hospital de Santa Luzia do Paruá, de 40 leitos, e o Hospital de Nunes Freire, de 50 leitos, o Estado não tinha como continuar a obra, não tinha como continuar a execução desses hospitais e que a região seria referenciada para Santa Inês, mas que em três meses seria inaugurado o hospital e o povo seria atendido. Já não era tão bom, imaginem agora que nem o Hospital de Santa Inês foi aberto.