segunda-feira, 16 de maio de 2016

Devagar com o andor que o santo é de barro...

Reprodução: Facebook/Ricardo Murad
Por RICARDO MURAD - À exceção do gogó do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, o novo governo entrou mais do que desafinado. Ainda provisório, o discurso é uma lástima. Voltado para auditorias, com a ordem do presidente para mostrar os podres do governo Dilma, que 99% dos atuais ministros participaram, inclusive o atual presidente por oito anos como vice-presidente, não é o que as pessoas esperavam.

O senador Romero Juca, ministro do Planejamento, alardeia uma devassa nos programas sociais a começar pelo Bolsa Família deixando de forma subreptícia a ideia que tem muita gente pra sair do programa. O deputado Ricardo Barros, ministro da Saúde quer que os prefeitos, porque o governo federal não tem recursos para contratar agentes para a prática da maldade diretamente, iniciem ampla ação para multar os cidadãos que tiverem criadores do mosquito aedes aegypti nas suas casas. O dos Transportes anunciou como obra prioritária o reinício imediato da duplicação de uma BR no seu estado, nem se tocando que aqui no Maranhão, na única entrada para São Luís, tem uma BR que comparamos à porta do inferno. E assim todos os demais ministros na mesma linha.

Nenhum para dizer que auditorias e podres deveriam ser apuradas no sistema financeiro, esse sim merecedor de correções e tributação nova para solver o tesouro nacional. No mais, nenhuma novidade. A mesma politicagem do governo Dilma, cada um querendo seu quinhão de cargos, sua boquinha no governo. Fala-se até na volta da famigerada CPMF que Temer jurou não apoiar quando o governo anterior tentou aprovar no Congresso.

A reestruturação do ministério que juntou alhos com bugalhos num arranjo torto e improdutivo não vai resolver nada além de ter tirado mulheres e negros do primeiro escalão. Essas são a impressão dos dois primeiros dias. Vamos ver como serão os próximos.
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