sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Ricardo Murad e o Parlamentarismo

Ricardo Murad/Arquivo
Por RICARDO MURAD - Temos que mudar! Mas não adianta trocar Dilma por Aécio, o PT pelo PSDB, mantendo as instituições como estão hoje, sem credibilidade e sem o respeito da nação. Assim, tudo ficará na mesma, sem que a crise econômica, política e moral seja debelada. Tampouco, que fique claro, a solução passa por uma mudança de regime, com a passagem do presidencialismo para um parlamentarismo, a que o nosso atual legislativo não oferece garantia de um funcionamento republicano.

Acredito que, mais que qualquer outra coisa, o Brasil precisa de uma reforma de caráter revolucionário que possa impor novas regras e, também, de um verdadeiro pacto nacional que una à sua volta quem queira de fato salvar nosso País. Uma reforma que passa por uma nova Constituinte, a ser eleita já no próximo mês de outubro e que prepare uma nova era constitucional, que entrará em vigor a partir de 2018, com eleições gerais para todos os níveis e novos modelos e regras para o Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e demais órgãos essenciais da República.

Tivesse a presidente Dilma a coragem política e pessoal para protagonizar essa iniciativa e, estou certo, ficaria na História como alguém que fez o possível e o impossível para salvar o Brasil de um previsível e eminente naufrágio. Se persistir nessa inaceitável e perigosa teimosia, arrisca-se, isso sim, a ficar conhecida como alguém que juntou, de forma voluntária, o seu nome aos "coveiros" de um regime que caducou e não oferece mais solução para o país.

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