sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ricardo divulga alerta máximo contra doenças e amadores incompetentes e sem compromisso

A forma como o Brasil e especialmente o Maranhão estão enfrentando a epidemia de DENGUE, CHIKUNGUNYA e o ZIKA e de como as SUPER BACTÉRIAS estão se multiplicando pelos hospitais e UTIS de todo o país, é de lamentar. Ouvir e assistir a presidente Dilma e o governador Flávio Dino, juntamente com o ministro Marcelo Castro e o secretário Marcos Pacheco, tratar a saúde pública de nosso país e do Maranhão, só aumenta o grau de preocupação com o presente e o futuro de nossa gente.

Por RICARDO MURAD - Não se viu uma ação eficiente de prevenção, só agora, depois do caos instalado começaram as ações improvisadas. Não há atendimento adequado aos pacientes que sofrem com os sintomas e as sequelas graves, muitas vezes incapacitante, chagando até a óbitos dos pacientes. E foi preciso casos graves de microcefalia e de mortes em UTIS para o Brasil despertar para um problema que já vem assolando a população há anos sem medidas efetivas para conter o avanço dessas duas pragas. Nunca se viu tanto amadorismo, tanta irresponsabilidade e tamanho cinismo como agora presenciamos.

SAÚDE PÚBLICA EM RISCO - VÍRUS E BACTÉRIAS SUPER RESISTENTES

Não dá mais para aceitar situações como a que estamos vivenciando porque colocam em risco a vida de nossas famílias. A hora é de ação e de providências. Aqui no Maranhão deixamos uma rede de atenção à saúde de primeiro mundo que está sendo sucateada todos os dias pelo governador Flávio Dino e que se estivesse ainda no patamar de qualidade e de abrangência de antes estaríamos numa situação muito mais confortável.

Ele precisa saber, e a presidente também, que o mundo é um só. Os vírus e bactérias se propagam num instante por todo o planeta. São criaturas que se modificam para sua autopreservação e a forma inadequada de combatê-las está criando espécimes quase invencíveis. O destino da humanidade dependerá de como enfrentaremos os super vírus e as bactérias resistentes. Mas temos de vencer, é a nossa sobrevivência que está em jogo.

A saúde pública no Brasil e, agora, muito mais no Maranhão, peca pelo subfinanciamento, pela precariedade de seus laboratórios de pesquisas, pela pobreza nas instalações de saúde, pela deficiente formação de seus profissionais, pelo criminoso descaso com o saneamento básico que o país enfrenta há décadas, pelo baixo nível de informação sobre procedimentos básicos de saúde da população - vide uso indiscriminado e indevido de antibióticos, pela falta de uma política capaz de atender a tantos e tão complexos desafios que colocam em risco a saúde de todos.

Já somos mais de 7 bilhões de pessoas no planeta, 210 milhões no Brasil e 7 milhões no Maranhão. Gente demais para ficarmos dependentes de amadores incompetentes e sem compromisso.