terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Outra morte misteriosa dentro do Macrorregional de Coroatá. A vítima, outra criança...

Yure no Macro [Foto: Maurício Ribeiro]
Os maranhenses realmente estão jogados à própria sorte. O Sistema de Saúde, apenas pela constatação concreta da realidade, está completamente falido, destruído, sucateado, sem o mesmo padrão e resolutividade do Governo de Roseana Sarney, quando o então secretário de Estado da Saúde Ricardo Murad implantara o elogiado programa Saúde É Vida. Esta é a assertiva corrente junto à opinião pública e não parece ser afirmativa tendenciosa, pois, agora mesmo, mais uma criança acaba de perder a vida por acusado caso de negligência médica, no Macrorregional de Coroatá.

Trata-se de Yure Oliveira, um adolescente de 15 anos, portador de deficiência física, internado na UTI do Macrorregional para tratar de uma pneumonia, que acabou falecendo misteriosa. Yure inicialmente fora atendido na UPA no dia 11 de janeiro com suspeita de pneumonia. Ficou na Sala Vermelha durante 17 dias, sendo encaminhado em seguida para o Macrorregional.

A causa determinante da morte não é de conhecimento público. Mas, o advogado da família da vítima vai solicitar exames especiais para a identificação do laudo respectivo. A família da criança vai ingressar com ação contra a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES) e contra a direção daquela casa de saúde.

DENÚNCIAS

Yure no Macro [Foto: Maurício Ribeiro]
A mãe da criança Marilene da Conceição Oliveira relatou que fora inclusive impedida de acompanhar o filho no leito. Esse é um procedimento que precisa ser reparado pela Justiça. Existem testemunhas que sustentam a imposição. Marilene disse ainda que a Assistência Social orientou a distância informando que a própria Justiça não aceitaria a presença do responsável da criança. Em uma primeira ação, embora tardiamente, o advogado da família ganhara a causa para mãe ter o direito do acompanhamento. Mas, Yure veio à óbito.

Marilene denunciou também maus-tratos (Veja foto ao lado). Afirmou que a criança foi entregue com ferimentos pelo corpo, como nunca teve durante a vida. Esclareceu que a criança, além de paralisia cerebral, tinha escoliose, que nunca se movia, afastando o argumento do hospital para as feridas nas costas do Yure.

Tem denúncia de que, além do péssimo atendimento, setores importantes do hospital estejam imundos, como o caso da UTI, onde circulariam baratas e outros tipos de insetos. Falta total de higiene e limpeza.

Veja abaixo entrevista feita pela repórter Cléa Araújo, da TV Cidade, com o advogado de Yure que foi exibida hoje no programa Balança Cidade.