domingo, 24 de janeiro de 2016

Vaza na Internet carta de despedida escrita pelo ex-delegado de Coroatá Alex Aragão

   Imagem: Reprodução de grupo de whatsapp
Vazou hoje pela manhã, nas redes sociais (Internet), a imagem de uma carta tida como sendo a escrita pelo ex-delegado de Coroatá Alex Aragão, documento oficialmente mantido sob sigilo de Justiça desde o último dia 10. A carta enumera as razões pelas quais o policial teria recorrido ao suicídio com um tiro na boca. O delegado, que usou uma pistola P.40 de propriedade do Estado do Maranhão, se despediu dos filhos, pai, mãe, irmãos e ex-esposa, pedindo a defesa da família e revelando "perseguição" por parte das autoridades maranhenses. Aragão foi encontrado morto em seu apartamento em Teresina.

Aragão pediu, na carta escrita em uma agenda, na página do dia 08 [data do provável suicídio], perdão à família. Disse que estava sofrendo muito pela ausência dos filhos. Na parte ocultada com fita é a parte que se refere à ex-esposa. Preferiram ocultar para não expor a mesma e por ser algo muito pessoal. Solicitou que a Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) cuidasse dos direitos dos seus filhos. O conteúdo da página 09 não foi revelado. Sobre os filhos assinalou:

- [...]Me tiraram da convivência dos meus filhos... Quero que a associação interceda por mim pelos direitos dos meus filhos.

O delegado, que havia sido transferido de Coroatá para Delegacia de São Raimundo das Mangabeiras, frisou ainda que não aguentava mais as "perseguições" do Estado. Sobre esse aspecto grafou assim:

- Me despeço dessa vida porque não aguento mais a perseguição que recai sobre mim desde que surgiu o problema com advogado de Coroatá...

Aragão mencionou que a remoção dele para São Raimundo das Mangabeiras foi arbitrária, sem ônus para o Estado, sem ajuda de custo. Denunciou que foi condenado por algo que não tinha culpa alguma, que nem foi ouvido. No final, lembrou do nome de Deus gradecendo pela oportunidade de ter conseguido ser delegado.