domingo, 13 de dezembro de 2015

Prefeitura de Coroatá anunciará medidas para combater crise financeira

   Foto: Asscom PMC
A prefeita de Coroatá Teresa Murad vai reunir o secretariado no dia 17 de dezembro, próxima quinta-feira, para anunciar as medidas que serão adotadas por causa da crise financeira do município, provocada pelo caos econômico que se instalou no país. A decisão foi tomada após reunião com os técnicos da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão que demonstraram a crítica situação da receita que poderá comprometer até os serviços essenciais se medidas de contenção de despesas não forem tomadas imediatamente.

A prefeita disse que não há perspectiva de melhora na arrecadação para o próximo ano, muito pelo contrário, a projeção é de piora da crise econômica agravada pela crise política que se instalou no Brasil com o processo de impeachment que sofre a presidente da República, Dilma Rousseff.

- As prefeituras de todo o País estão para fechar as portas, com seus prefeitos e prefeitas desesperados sem ter condições de manter os serviços funcionando e o funcionalismo recebendo salários. A mesma coisa está acontecendo com os governos estaduais, muitos em situação de falência sem condições de manter a máquina pública em atividade. O governador do Rio de Janeiro, o segundo estado mais rico do Brasil, anunciou redução no próprio salário para demonstrar a gravidade da crise econômica que o país enfrenta - explicou a prefeita Teresa Murad.

OS CORTES

Nos últimos dois meses, o Município enfrentou dificuldades para pagar seus funcionários dentro dos dias programados e também as despesas para manter os serviços essenciais que já registram déficits mensais. Os cortes nas despesas de custeio serão praticados a partir de 1 de janeiro, atingindo principalmente despesas não essenciais e mesmo as essenciais poderão ser objeto de cortes em percentual menor.

Será necessário reduzir as despesas com pessoal, suspender gratificações, diminuir uso de celulares funcionais,  reduzir o consumo de energia, rever contratos de prestação de serviços, aluguéis, locação de veículos, além de outras despesas para cobrir o déficit entre a receita e a despesa decorrente da queda de arrecadação. Isso vem se verificando ao longo desse ano de 2015 e a perspectiva de piora para o ano de 2016.

A prefeita informou que irá fazer o esforço que for preciso e que tomará todas as medidas necessárias para manter o equilíbrio fiscal ao fazer essa travessia entre 2015 e 2016.

- As receitas estão caindo muito e o recolhimento de impostos está em queda crescente e não há outra alternativa, até que o país volte a crescer, senão reduzir as nossas despesas de custeio para manter funcionando os serviços essenciais e pagar o funcionalismo em dia. Vamos reduzir ao máximo os prejuízos decorrentes dessa crise econômica que está infelicitando a vida dos brasileiros principalmente dos mais necessitados - frisou a prefeita. Informações da Asscom PMC